Crise Política/econômica como manifestação da crise ética Contemporânea:

 

O momento político e econômico Brasileiro é um fenômeno que traz preocupações para vida dos indivíduos assim como se apresenta nas analises, pode se pensar que a crise que está em evidencia, parte-se de uma complexidade e de uma dimensão vasta, trazendo questionamentos com uma pretensão transcendental e até messiânica: quem são os vitoriosos, os que estão com a razão? E em contrapartida procura-se elencar os réus, os culpados e responsabiliza-los por ocorrer esta situação, distanciando qualquer parcela de culpa nesse cenário. Uma vez que a crise presente traz consequências que vem se refletindo tanto na política como na economia em decorrência de um processo instalado na nação desde o início do processo civilizatório brasileiro.

Neste contexto, percebe-se que a crise ética está relacionada com o modo de viver e agir dos indivíduos. Um dos pontos para tal legitimação é respeitar o que é público e ser independente do Estado. O Estado que controla e domina a vida em sociedade. Essa independência do Estado é um desafio que certamente exigirá dos indivíduos uma reeducação em relação aos fatos sociais, o que é função do governo e o que compete ao cidadão executar. Tal anseio é um processo lento para sua eficácia, mas trará resultados para as futuras gerações.  A crise ética também resulta de uma dinâmica societária que está em constante transformações, tanto nos valores, como na economia, na política e nas instituições.

Percebe-se que os indivíduos apresentam-se acomodados com a crise de ética e moral, busca-se, somente condenar e encontrar o culpado, mas está sendo esquecido que a consolidação de uma sociedade somente é possível por causa de todos os indivíduos, ou seja nós somos a sociedade, nós próprios somos os culpados, quando aceitamos e assumimos para nossa vida a expressão “Jeitinho Brasileiro”. Como se essa expressão fosse algo glorioso e vantajoso. Nos afazeres, nos mínimos detalhes que ocorrem na vida cotidiana, tentamos inconscientemente agir de forma corrupta.

A política da Grécia Antiga que visava uma essência sólida, pautada no valor da vida pública, na esfera pública, no cuidado com o belo, com a estética. Hoje se vê que a questão ontológica da política, perdeu sua consistência. A legitimidade da Política na vida dos indivíduos está em crise, devido os indivíduos não sentirem-se pertencentes ao cenário político que está em jogo, pois em várias situações os eleitores registram seus votos aos governantes por interesses momentâneos ou depositam seu voto em alguém somente porquê precisam votar, e esquecem de acompanhar o trabalho dos eleitos, acompanhar a elaboração e estudos dos projetos até serem sancionados.

Os indivíduos ainda pensam que ser cidadão político é somente na hora de depositar o voto, mas esquecem que ser um cidadão político necessita de comprometimento, a responsabilidade é muito mais do que simplesmente na época de campanha. Outro fator que salienta essa descrença há essência da política são os poderes Legislativo, executivo e judiciário que estão em dissonância defendendo prerrogativas inconsistentes.

 

Autora: Clara Inês Goeten

Acadêmica do Curso de Ciências Sociais,

Bolsista do PIVIC -Projeto Voluntário de Iniciação Científica da

Universidade do Contestado.

 

Autora: Cristielen dos Santos

Acadêmica do Curso de Ciências Sociais,

Membro do grupo de Pesquisa em Giorgio Agamben- GEA- Cnpq

Bolsista do PIVIC -Projeto Voluntário de Iniciação Científica da

Universidade do Contestado.

 

Autora: Mariquiel dos Santos

Acadêmica do Curso de Ciências Sociais,

Bolsista do PIVIC -Projeto Voluntário de Iniciação Científica da

Universidade do Contestado.

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