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TEMPESTADE DE GRANIZO EM LAGES

Cidade decretou calamidade pública, com cerca de 100 mil pessoas afetadas


RádioA chuva de granizo que atingiu a cidade de Lages, na tarde desta segunda-feira, foi bem mais intensa que o imaginado. O primeiro levantamento oficial aponta que aproximadamente 100 mil pessoas foram afetadas de alguma forma pelo fenômeno, que durou 10 minutos. O IBGE contabiliza 160 mil moradores em Lages, mas a prefeitura trabalha com o número de 180 mil. Com 60% da cidade destruída e sem serviços essenciais, o prefeito Elizeu Mattos decidiu decretar calamidade pública, o estágio mais grave de uma catástrofe natural. Os cálculos iniciais indicam que 15 dos 30 abrigos geralmente destinados a vítimas de intempéries estão destruídos em vários bairros. Os hospitais Nossa Senhora dos Prazeres e Tereza Ramos, os dois maiores da região, tiveram problemas. O Pronto Atendimento Municipal Tito Bianchini precisou ser interditado e os pacientes são transferidos para a enfermaria do 10º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército (10º BEC). Ginásios de esporte, escolas, creches, depósitos de remédios, órgãos públicos, residências, prédios, lojas e empresas foram atingidas. O número é incerto, mas segundo o prefeito, algumas crianças se feriram com cacos de vidros quebrados nas creches. As redes municipal e estadual de ensino suspenderam as aulas pelo menos até sexta-feira, bem como a Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). O serviço de abastecimento de água começou a ficar comprometido no fim da tarde porque alguns equipamentos da Secretaria Municipal de Águas e Saneamento (Semasa) foram danificados. Devido à chuva forte contínua, o Rio Carahá, que passa por 13 bairros da cidade, transbordou em alguns pontos. Árvores caíram em algumas ruas e o trânsito ficou ainda mais complicado. Agentes da Defesa Civil, bombeiros, policiais militares e servidores da prefeitura também tiveram suas residências atingidas e o socorro à população ficou comprometido. Mais de cinco mil pessoas recorreram à Defesa Civil pedindo lonas para cobrir as suas casas, mas o material acabou em poucos minutos e não era mais encontrado em toda a região. Por conta disso, algumas pessoas tentaram invadir a sede da Defesa Civil, no terminal rodoviário, e o princípio de confusão precisou ser controlado pela Polícia Militar.
— A cidade está um caos e ficou sem serviços básicos. Não temos onde abrigar quem precisa sair de casa, e até as equipes de resgate precisam socorrer as suas famílias. É uma situação muito complicada —, disse o prefeito.
Nesta terça-feira, Elizeu Mattos receberá em seu gabinete o governador Raimundo Colombo. Na reunião, serão apresentados novos dados e discutidas ações conjuntas entre o município e o Estado para minimizar a calamidade e o sofrimento do povo lageano.

Fonte: Diário Catarinense


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