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Falta moeda para o troco em Joinville

Falta de circulação de moedas no comércio obriga estabelecimentos a tomarem medidas criativas para não prejudicar o consumidor


RádioTem trocado?

A pergunta é cada vez mais frequente nos balcões e caixas do comércio de Joinville. Proprietários e gerentes de lojas têm encontrado dificuldades em dar o troco correto aos clientes por causa da falta de moedas. Não há nenhum levantamento que aponte quantas deixam de circular na cidade, mas o problema pode ser constatado facilmente em diversos estabelecimentos, segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

A moeda mais escassa é a de 10 centavos, mas as de 5 e de 25 também estão difíceis de encontrar. Como o consumidor não é obrigado a aceitar outros produtos para repor a diferença dos valores – como balas e chiclete, prática comum em padarias e pequenos mercados –, há quem recorra para medidas emergenciais e criativas.

Uma loja de uma rede de fast food da cidade chega a dar lanches para quem trocar uma grande quantidade de moedas. Os clientes de um posto de combustíveis no bairro Atiradores, por exemplo, se deparam com um apelo em uma plaquinha: “precisa-se de moedas”.

— Todas as moedas estão em falta. A gente tem buscado em escolas e com fornecedores — diz o gerente do posto, Alessandro Ribas.

A criatividade tem ajudado a enfrentar períodos mais complicados, mas não resolve o problema da falta de moedas em circulação. A Passebus, empresa responsável pela venda de passagens do transporte público de Joinville, também reclama da situação.

O diretor financeiro da empresa, Nelson Rogério Stähelin, conta que nos últimos seis meses o problema se agravou. Como o preço da tarifa, hoje em R$ 2,80, não pode ser arredondado, já que ele é determinado por decreto da Prefeitura, a Passebus precisa contar com a boa vontade dos clientes.

— Nós sempre pedimos que o usuário facilite o troco, mas às vezes isso não é possível — explica Stähelin.

Problema nacional

A falta de circulação de moedas não atinge apenas Joinville. Grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, também sofrem do mesmo mal. Para driblar o problema, a recomendação é que os lojistas recorram aos bancos. Se ainda assim não houver solução, uma saída é apostar em promoções ou concessão de benefícios que estimulem os clientes a tirá-las da carteira.

Guardar moeda é um hábito

O brasileiro tem o hábito de guardar as moedas. Segundo a economista Célia Dias, dois movimentos na economia do País ajudaram a estimular essa cultura. O primeiro foi na década de 1980, por causa da alta inflação do período. O segundo foi no final dos anos 1990, com o Plano Real e a valorização da moeda. O governo chegou a fazer campanhas para que as pessoas comprassem niqueleiras ou acessórios apenas para guardá-las.

Para Célia, que tem uma loja de artigos para presentes em Joinville e também enfrenta o problema da falta de circulação, o consumidor se engana ao achar que tem vantagens guardando as moedas em casa.

— A falta de circulação das moedinhas prejudica todo mundo. Mas, no final da conta, quem paga aqueles centavos a mais é sempre o consumidor — diz.

Um estudo feito pela Universidade de Brasília (UnB) aponta que consumidores de todo o País deixam R$ 1 milhão em lojas e supermercados diariamente porque não exigem o troco correto. Não há pesquisas para avaliar quando os preços são reajustados para evitar o conflito com o consumidor na hora de dar o troco.

Não há falta, afirma BC

Existem 21,5 bilhões de moedas em circulação no Brasil. Só para 2013, o Banco Central, responsável pela distribuição, encomendou a produção de 2,3 bilhões de novas unidades junto à Casa da Moeda. Por ano, a instituição gasta cerca de R$ 400 milhões apenas na fabricação e distribuição delas.

O BC nega que haja falta. Por meio de sua assessoria de imprensa, informa que a atual quantidade é suficiente para atender a demanda. E alega que o problema da circulação se deve ao fato de as pessoas guardarem dinheiro em casa. Por isso, reforça a importância de a população colocá-las no mercado.

FONTE:A NOTÍCIA


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