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Minas produzirá droga mais barata contra câncer de mama

Funed, em parceria com laboratório argentino, fará o remédio com preço 30% menor que mercado


RádioFuned, em parceria com laboratório argentino, fará o remédio com preço 30% menor que mercado

Queila Ariadne

Minas Gerais vai ser pioneiro na fabricação de medicamento de câncer de mama no Brasil. A Fundação Ezequiel Dias (Funed), de Belo Horizonte, será o primeiro laboratório brasileiro a produzir o anastrozol. A produção será possível a partir de uma parceria com o laboratório argentino Blipack e vai permitir a redução de custo do tratamento em aproximadamente 30%, segundo o representante da empresa no Brasil, Eduardo Machado.

Segundo dados do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Anderson Silvestrini, cada caixa custa no mínimo R$ 300 e cada paciente precisa usar o anastrozol por cinco anos, o que daria um custo total de R$ 18 mil. Com a economia de 30% estimada pela Blipack, o valor da caixa cairia para R$ 210 e, o custo do tratamento seria reduzido para R$ 12.600. A economia, de R$ 5.400 por paciente, é o equivalente a 18 caixas de anastrozol, pelo preço atual.

“Essa é a economia por paciente privado, mas, considerando que surgem cerca de 50 mil novos casos de câncer de mama por ano, a economia do governo com o tratamento pode chegar a R$ 270 milhões”, calcula Machado, considerando o período de cinco anos. Por ano, a economia seria de R$ 54 milhões.

Ontem, a diretora de projetos da Blipack, María Gabriela Fechino, e o gerente de produção, Alberto Giuliodori, visitaram o laboratório da Funed e constataram que a fundação está pronta para iniciar a produção do anastrozol. “Só faltam pequenas adaptações e ajustes, mas são processos corriqueiros. A Funed está apta”, afirmou Gabriela.

Antes dessa visita, eles receberam o presidente da Funed, Augusto Monteiro Guimarães, que foi à fábrica na Argentina, verificar a produção da Blipack e apresentar os projetos. “As tratativas estão adiantadas e temos a intenção de apresentar ao Ministério da Saúde um projeto para mostrar a economia que o governo terá ao comprar um medicamento feito dentro do Brasil”, destacou.

Atualmente, o anastrozol é feito pela AstraZenica, uma indústria biofarmacêutica de origem sueca e inglesa, que traz a matéria-prima de fora. “No caso da Funed, serão etapas até a transferência de tecnologia da Blipack ser feita. Mas, dentro de dois anos, o anastrozol já será totalmente feito no Brasil, o que vai baratear muito o processo em relação a redução de impostos, por exemplo”, afirma Eduardo Machado.

Fonte: www.combateaocancer.com


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