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DELEGADO DE RIO NEGRO FOI PRESO EM FLAGRANTE E ESTÁ EM CURITIBA POR RECEBER PROPINA DO JOGO DE BICHO

Prisão em flagrante do delegado Regional da Polícia Civil de Rio Negro


RádioO Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Joinville, na tarde desta segunda-feira (29/4), efetuou a prisão em flagrante do delegado Regional da Polícia Civil de Rio Negro, Renato Wasthner de Lima (foto) e de dois exploradores de jogos de azar do Município de São Bento do Sul.



A prisão ocorreu em uma rua da cidade no momento em que os contraventores entregavam a propina exigida pelo policial, conta o promotor de Justiça Márcio Gai Veiga, da 3ª Promotoria da Comarca de São Bento do Sul, que vem investigando o caso da exploração de jogos de azar desde meados do último ano.



Na operação, denominada Operação Game Over II, também foi preso um sargento da Polícia Militar de Santa Catarina, lotado em São Bento do Sul e igualmente acusado de participar desses ilícitos.



A ação integra uma série de outras diligências realizadas na mesma tarde na região de São Bento do Sul, Comarca na qual foram expedidos e cumpridos cinco mandados de prisão preventiva (três dos quais contra os presos em Rio Negro – delegado e donos das casas de jogos), cinco mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão, além de ordem de interdição de duas casas lotéricas.



A investigação – conta o promotor Márcio Gai Veiga, apura a prática de inúmeros ilícitos relacionados à contravenção penal de jogo do bicho, como formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva.



O delegado Renato está preso agora em Curitiba, para onde foi encaminhado e os demais detidos foram encaminhados ao Batalhão da Polícia Militar de São Bento do Sul e à Penitenciária Industrial de Joinville.



As investigações devem prosseguir nos próximos dias e maiores detalhes não podem ser, por ora, revelados, sob pena de eventuais prejuízos aos trabalhos, mas o promotor que preside as investigações afirma que todas as informações poderão lhe ser requisitadas.



Há de se destacar, aqui, que estas prisões, inclusive a do delegado em flagrante delito assim como dos dois que efetuavam o pagamento de propina, só foram possíveis ante o poder investigatório do Ministério Público, cuja ação não poderia ocorrer se aprovada a PEC 37.



`O projeto, conhecido como PEC da Impunidade pretende tirar o poder de investigação criminal dos Ministérios Públicos Estaduais e Federal, modificando a Constituição Brasileira. Na prática, se aprovada, a emenda praticamente inviabilizará investigações contra o crime organizado, desvio de verbas, corrupção, abusos cometidos por agentes do Estado e violações de direitos humanos´.



`Só estamos tendo êxito em elucidar mais este caso porque a PEC ainda não foi votada e aprovada e torcemos para que não o seja, viabilizando a continuidade de tão importante trabalho realizado pelo Ministério Público em todo o Brasil´, concluiu o promotor Márcio Gai Veiga.



Atuaram na força-tarefa os GAECOs de Joinville, Chapecó, Lages, Criciúma, Itajaí e Florianópolis. O GAECO reúne integrantes do Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar, visando ao combate às organizações criminosas. Colaboraram com os trabalhos o GAECO do Paraná e a Corregedoria-Geral de Polícia Civil daquele Estado.


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