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Cansados de ficarem no escuro, moradores cobram solução da Celesc, em São José

Bairros como Ceniro Martins e Jardim Zanellato sofrem com as constantes quedas de energia na Grande Florianópolis


RádioÉ só dar um vento mais forte ou ameaçar chuva que a luz acaba em pontos dos bairros Ceniro Martins e Jardim Zanellato, em São José. As consequências, segundo os moradores, vão desde os alimentos que estragam nas geladeiras de suas casas até o prejuízo de comerciantes, que se veem obrigados a fecharem os seus estabelecimentos quando ficam no escuro.

— Acabou a luz, acabou o trabalho. Fico com um prejuízo de mais de R$ 500 por dia, só com funcionários. Isso é um absurdo — lamenta o micro-empresário Fábio Augusto Medeiros, que tem uma pequena fábrica de móveis, nos fundos de sua casa, no Ceniro Martins.

Luz vai embora, acaba o trabalho

Ele conta que, em dias que a luz vai embora, os funcionários ficam de braços cruzados, sem nada para fazer.

O comerciante Francisco José dos Passos, 40 anos, reclama que perdeu boa parte da mercadoria de frios e congelados do seu mercado.

— Ainda consegui salvar alguma coisa porque levei uma parte para a minha casa. A luz aqui só voltou 24 horas depois — lembra o comerciante.

Francisco até já comprou uma bateria para a balança que fica no caixa e ainda pretende comprar um gerador de energia.

Improviso

No Jardim Zanellato, também em São José, a situação se repete e atormenta os moradores. Na casa do aposentado Sérgio Aparecido Espíndola, 51 anos, as quedas de energia são tão constantes que ele mantem um estoque de velas. - Já chegamos a ficar 12 horas sem luz - lembra o aposentado. De acordo com a Celesc, no bairro, a divisão do circuito e a redistribuição da carga - já previstos - devem evitar os problemas de queda no fornecimento. O serviço já está sendo feito.

Solução apenas temporária

A Celesc admite que a rede é insuficiente para a demanda na região. O chefe da agência regional da Celesc, Carlos Alberto Martins, explica que, no Ceniro Martins, o alimentador de energia apresenta problemas de carregamento e um novo equipamento estará em operação até o mês de junho. Porém, ele avalia que o equipamento tem um "tempo de vida curto":

— A cidade de São José é abastecida apenas por uma subestação, no Roçado, e logo com o crescimento das regiões, o serviço tende a apresentar problemas.

A solução definitiva estaria na nova subestação no Sertão do Maruim, em São José. No entanto, as obras estão paradas desde dezembro de 2010, quando uma ação civil pública da associação dos moradores do bairro foi aceita pela Justiça, que embargou a construção. De acordo com o Ministério Público, que instaurou um inquérito para acompanhar o processo, está sendo realizada uma perícia no local para verificar as reclamações.

Não tem nem como reclamar

Além da tensão de ficar sem energia, moradores também têm que ter uma dose extra de paciência para reclamar do problema. Ao ligar para a Celesc, dizem ficar "pendurados por horas" no telefone, a espera de um atendimento, que não chega. A Celesc também reconhece as falhas no atendimento ao cliente e afirma que o problema. No próximo dia 19, uma reunião será realizada para discutir o problema.


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