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Mendigos foram queimados no DF a pedido de comerciante, diz polícia

Sete homens participaram da ação, entre eles, o próprio mandante e dois menores de idade.


RádioAs investigações da polícia de Santa Maria, cidade satélite de Brasília, mostram que o crime contra dois moradores de rua, queimados no domingo (26), foi encomendado por um comerciante local. Sete homens participaram da ação, entre eles, o próprio mandante e dois menores de idade.

Quatro suspeitos de queimar mendigos são presos em Brasília

Até o momento, quatro estão presos e um receberá o benefício da delação premiada. Os outros dois, menores, ainda não foram detidos.

De acordo a polícia, Daniel de Abreu Lima, 36, é dono de uma marcenaria que fica há 30 metros de onde viviam os mendigos há quase 10 anos. Incomodado com a presença dos dois, ele teria pago R$ 100 para que 'dessem um susto' neles.

Edmar Pereira da Cunha Júnior, 19, teria sido o primeiro a aceitar a proposta. Ele também tem antecedentes criminais e é fichado pela Lei Maria da Penha.

O acordo foi fechado de 20 a 30 dias antes do fato. Eles colocariam fogo perto de onde moravam Paulo César Maia, 42, e José Edson Miclos Freitas, 26.

No dia do crime, participaram também Lucas Júnio Araújo de Sá, 19; Gervano Balbino de Oliveira, 21; Daniel Douglas Cavalcante Cardoso, 19; e os dois menores. Nenhum deles tinha passagem pela polícia.

O grupo teria se irritado, ido ao posto de gasolina, comprado R$ 15 de combustível e, sem que fossem percebidos, voltaram ao local.

Lucas de Sá teria jogado a gasolina sobre os moradores de rua, enquanto Edmar Júnior teria ateado o fogo. Os demais ficaram próximos, assistindo.

Segundo o delegado que cuidou da investigação, Guilherme Nogueira, não restam dúvidas sobre o caso ou sobre a autoria. "Já está fechado. Eles foram até lá, na primeira vez e atearam fogo a um sofá. Logo depois, souberam que populares ajudaram a apagar as chamas e as vítimas fizeram chacota da tentativa de assustá-los", disse.

SOCORRO

As vítimas, Paulo César Maia e José Edson Miclos Freitas, foram levadas ao Hran (Hospital Regional da Asa Norte). Miclos, o mais jovem, não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte, com 63% do corpo queimado.

O colega, Paulo César, continua internado na Unidade de Queimados e, segundo a equipe média, reage bem ao tratamento.

"Eles vão responder por homicídio e tentativa de homicidio. Podem pegar de 12 a 30 anos de prisão", completa o delegado. O mandante do crime, comerciante Daniel de Abreu Lima, também será indiciado por corrupção de menores.


Fonte: horadanoticia.com.br


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